Com a alta da inflação, vendas do setor de papelaria podem oscilar 2% para mais ou para menos
As expectativas de vendas do setor de papelaria para a volta às aulas 2012 serão estáveis, segundo pesquisa realizada pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo (FCDLESP), onde foram ouvidos pequenos estabelecimentos, como bazares e papelarias, Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs) e grandes varejistas do setor. A baixa expectativa do segmento é resultado do aumento da inflação em 2011, que segundo a FIPE, superou 5,81% do período.
Para o empresário Mário Siotani, proprietário da papelaria Japuíba no bairro da Casa Verde, em São Paulo, à volta às aulas 2012 não será diferente do ano passado. “As vendas vão oscilar em torno de 2% para cima ou para baixo. O ano passado ficou batendo em cima da inflação apenas”, defende.
Com listas extensas de material escolar, o ticket médio de compra durante o período de volta às aulas pode variar entre R$ 300 e R$ 350 reais. Segundo Siotani, este valor é puxado pelas escolas particulares, que além de representarem 85% do público da papelaria, exigem materiais de boa qualidade.
Para Marcos Alberto Bossonário, proprietário da Delta Papelaria, localizada na cidade de Jaú, interior de São Paulo, o faturamento em 2012 pode aumentar, porém, de maneira contraditória. “Como subiram os preços dos produtos é natural que a papelaria fature mais que o ano anterior, mas isso não condiz com aumento de vendas”, afirma.
O ticket médio de compra na região, segundo Bossonário, pode variar entre R$ 300 e R$ 600 reais, dependendo da escola ser particular ou pública. “Geralmente a escola pública fornece material escolar, assim como alguns sindicatos de empregados provêem itens de papelaria de graça aos seus associados”, explica.
Na opinião do presidente da FCDLESP, Maurício Stainoff, à volta às aulas sempre foi o melhor período para o setor varejista de papelaria e ainda continua sendo um bom momento para o faturamento, embora o governo forneça aos estudantes da rede pública o material escolar. “É uma atitude louvável, porém, isso tem afetado as papelarias e principalmente as micro e pequenas empresas, que são obrigadas a concentrar suas vendas principalmente para os estudantes da rede particular de ensino”, explica.
Mesmo com a possibilidade de fornecerem aos órgãos públicos, essas empresas encontram muita dificuldade para tanto. “Esse cenário deverá manter o faturamento varejista de 2012 muito próximo do faturamento de 2011, o que não significa que não haverá crescimento do setor de forma geral, porém, somente os grandes fornecedores é que ficaram com esse aumento”, afirma Stainoff. “Isso aponta para o descaso governamental com as pequenas empresas, isto é, faltam políticas públicas voltadas para esse importante segmento varejista”, completa.
Os itens mais vendidos
Estão no topo da lista as canetas e canetinhas coloridas, papeis de um modo geral, lápis de cor, cadernos, fichários, borrachas e mochilas. Entre os itens acima da inflação estão as canetas (9,01%), as mochilas (6,16%) e os fichários (9,9%), que quando possuem personagens famosos estampados, podem ter o preço ainda maior.
Para economizar na hora da compra, a sugestão do presidente da FCDLESP, Mauricio Stainoff, é pesquisar. “Consultar papelarias de diferentes portes e tamanhos ajuda a equilibrar o orçamento. Além disso, vale estudar a melhor forma de pagamento e quais são as opções de desconto que os estabelecimentos oferecem”, aconselha.

