Assessoria de imprensa em ano eleitoral: quando a fala do executivo vira risco para a marca
A assessoria de imprensa em ano eleitoral assume um papel ainda mais crítico quando entendemos que, hoje, o público não separa mais o que é posicionamento pessoal do que é posicionamento institucional.
Nesse sentido, atualmente, CEOs, founders e lideranças seniores são percebidos como extensões diretas da marca que representam, independentemente do canal em que se manifestem.
Esse cenário não é fruto apenas da disputa política, pois é consequência direta de transformações estruturais no consumo de informação, no comportamento das audiências e na lógica de circulação de narrativas nas plataformas digitais.
Diante disso, preparamos esse conteúdo sobre assessoria de imprensa em ano eleitoral e como marcas e empresas podem se estruturar para enfrentar esse ciclo com solidez e reputação preservada.
Entenda o atual cenário de posicionamentos políticos por líderes de negócios
Antes de entender o papel da assessoria de imprensa em ano eleitoral, é preciso contextualizar. Afinal, períodos de eleição sempre elevaram a tensão no debate público. No entanto, nos últimos ciclos, algo mudou de maneira definitiva: a velocidade com que falas individuais se convertem em crises institucionais.
De acordo com o Edelman Trust Barometer, consumidores, colaboradores e investidores esperam que empresas e lideranças atuem de maneira responsável em temas sociais e políticos, mas penalizam rapidamente marcas que demonstram incoerência, despreparo ou oportunismo.
Ou seja, a confiança, uma vez abalada, é difícil de reconstruir.
Além disso, um estudo do Reuters Institute for the Study of Journalism aponta que o consumo de notícias ocorre, cada vez mais, via redes sociais e mensagens fragmentadas, fora de contexto. Na prática, isso amplia o risco de interpretações distorcidas, recortes estratégicos e amplificação negativa de falas públicas.
Nesse sentido, não basta “não errar”. É preciso estar preparado.
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A ilusão do “posicionamento pessoal” em cargos de liderança
Um dos equívocos mais comuns nas empresas é acreditar que executivos podem se posicionar publicamente como “cidadãos comuns”, sem impacto corporativo. Na prática, essa separação raramente existe para a audiência.
Para a CEO do Grupo Contatto, Talita Scotto, o problema não está na opinião em si, mas na ausência de diretrizes, contexto e preparo para lidar com a repercussão dessa fala. “Em um ambiente polarizado, qualquer declaração pode ser recortada, reinterpretada e amplificada”, explica.
Então, o que começa como um comentário em uma rede social pessoal pode rapidamente se transformar em:
- Pauta negativa na imprensa.
- Questionamento de investidores.
- Ruído interno com colaboradores.
- Boicotes ou campanhas de pressão digital.
Nesses casos, a crise raramente nasce do conteúdo da opinião. O problema nasce da falta de protocolo.
Quando o risco deixa de ser individual e se torna organizacional
Outro ponto crítico é tratar esse tipo de exposição como um problema exclusivo da liderança. Em realidade, o risco reputacional é sistêmico e afeta toda a organização.
Quando não há alinhamento prévio, equipes de comunicação, marketing, RH e jurídico costumam ser acionadas apenas quando o dano já está instalado. O resultado costuma ser previsível:
- Atraso na resposta oficial.
- Mensagens desalinhadas.
- Desencontro entre discurso interno e externo.
- Desgaste ampliado junto à imprensa e às redes.
Por outro lado, marcas mais maduras entendem que reputação não se protege no improviso, mas na leitura antecipada de cenários.
O novo papel da assessoria de imprensa em ano eleitoral
Nesse contexto, a assessoria de imprensa deixa de ser apenas um canal de relacionamento com jornalistas e passa a atuar como uma camada de inteligência estratégica para marcas e empresas.
Dessa maneira, isso significa:
- Mapear temas sensíveis e gatilhos políticos relevantes para o setor.
- Antecipar cenários de risco reputacional.
- Orientar executivos sobre exposição pública.
- Alinhar discurso institucional antes que o tema se torne crise.
Segundo Talita Scotto, a gestão de crise não começa quando o problema aparece. “Ela começa muito antes, na preparação, na leitura de contexto e na definição de como a marca se posiciona, e de quem fala por ela”, afirma.
Descubra três pilares das empresas que atravessam eleições com solidez
Empresas que conseguem atravessar períodos eleitorais sem danos reputacionais relevantes costumam ter três pontos em comum:
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Diretrizes de posicionamento público
Essas diretrizes não se limitam a um documento formal, já que fazem parte da cultura de comunicação da empresa e orientam:
- Executivos.
- Porta-vozes oficiais.
- Lideranças intermediárias.
- Equipes que representam a marca publicamente.
O objetivo não é censurar, mas alinhar expectativas, riscos e responsabilidades.
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Media training atualizado para o contexto político e social
Em seguida, aquele media training tradicional já não é suficiente. Afinal, em ano eleitoral, é preciso considerar:
- Polarização política.
- Linguagem adequada para diferentes públicos.
- Risco de perguntas provocativas ou enviesadas.
- Impacto de respostas curtas em ambientes de corte e viralização.
Dessa maneira, em resumo, treinar porta-vozes é reduzir a margem de erro.
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Protocolos internos de resposta e gestão de crise
Por fim, quando o tema é assessoria de imprensa em ano eleitoral, protocolos bem definidos evitam decisões impulsivas, pois estabelecem:
- Quem decide.
- Quem fala.
- Quais mensagens são prioritárias.
- Quais canais devem ser acionados.
- Em quanto tempo a resposta deve ocorrer.
Afinal, em ambientes digitais, tempo é reputação.
Comunicação também é saber quando não falar
Um dos pontos mais estratégicos, e menos compreendidos, da comunicação em ano eleitoral é o silêncio estratégico.
Não se trata de censura ou omissão. Trata-se de avaliar contexto, timing e relevância. Em determinados momentos, não se posicionar é, sim, uma decisão comunicacional legítima e responsável.
“Em ano de eleição, timing, contexto e até o silêncio comunicam. Ignorar isso é assumir um risco que, muitas vezes, não precisa ser corrido”, resume a CEO do Grupo Contatto.
A reputação é um ativo intangível, mas de altíssimo valor. Por isso, protegê-la exige método, não impulso.
A pergunta para 2026 não é “se” a crise vem, mas “quando”
Em resumo, o cenário político estará presente, direta ou indiretamente, em diferentes canais de comunicação ao longo de 2026. Diante disso, a pergunta que marcas deveriam se fazer não é se uma crise pode acontecer. A pergunta estratégica é: estamos preparados para lidar com ela?
Nesse sentido, investir em assessoria de imprensa em ano eleitoral é investir em previsibilidade, consistência e proteção de marca. É transformar comunicação em ferramenta de gestão de risco e não apenas em reação a problemas.
Para empresas que desejam atravessar ciclos eleitorais com solidez e reputação preservada, o preparo deixa de ser opcional, já que deve ser parte da estratégia de negócios.
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Conheça o Grupo Contatto
O Grupo Contatto atua como um ecossistema completo de comunicação estratégica, reunindo especialização em reputação, conteúdo, influência e gestão de risco.
Nesse contexto, a Contatto Press, unidade de negócio especializada em assessoria de imprensa, é responsável por estruturar estratégias sólidas de relacionamento com a mídia, media training, gestão de crise e leitura antecipada de cenários sensíveis.
Em assessoria de imprensa em ano eleitoral, a Contatto Press apoia marcas e lideranças na definição de posicionamento, preparação de porta-vozes e construção de protocolos que protegem a reputação institucional antes, durante e após situações críticas.
Se sua empresa quer atravessar 2026 com segurança reputacional, preencha o formulário e receba o contato dos nossos especialistas para uma avaliação estratégica personalizada.
FAQ — Assessoria de imprensa em ano eleitoral
Por que a assessoria de imprensa em ano eleitoral é mais crítica do que em outros períodos?
Porque o ambiente é mais polarizado, as falas circulam com maior velocidade e qualquer declaração pode ser interpretada como posicionamento institucional. A assessoria de imprensa atua para antecipar riscos, alinhar discursos e evitar que opiniões individuais se transformem em crises de marca.
Executivos podem se posicionar politicamente sem impactar a empresa?
Na prática, não totalmente. Para o público, executivos são extensões da marca. Então, é fundamental ter diretrizes bem definidas, media training e orientação estratégica para reduzir riscos reputacionais, especialmente em ano eleitoral.
A assessoria de imprensa atua apenas quando a crise acontece?
Não. O papel estratégico da assessoria de imprensa começa antes de qualquer crise, com leitura de cenário, definição de protocolos, preparação de porta-vozes e planejamento de respostas. Em ano eleitoral, a prevenção é o principal diferencial para proteger a reputação da marca.
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